sábado, 26 de junho de 2010

Depoimento de um ex-soldado de Guerra dos Estados Unidos no Iraque

Depoimento de um ex-soldado de Guerra dos Estados Unidos no Iraque

A atitude de um jovem soldado - mártir da paz - nos enche de esperança de que "um outro usa é possível e urgentemente necessário!!!"

Discurso de um soldado americano.... Veja o vídeo, abaixo no link, antes que o retirem do www.youtube.com

O soldado norte-americano que narra apareceu morto 2 dias após pronunciar o discurso.

Cole o link, abaixo, na internet a assista ao vídeo.

http://www.youtube.com/watch?v=JFOmnAjk1EQ&feature=PlayList&p=5E876630D2BF325B&playnext_from=PL&playnext=1&index=14

Para facilitar a compreensão, transcrevi o vídeo, conforme segue, abaixo.

Ex-soldado dos Estados Unidos, após voltar da ocupação do Iraque:

“Eu me esforcei para ter orgulho do meu serviço, mas tudo o que eu sentia era vergonha. O racismo não podia mais mascarar a realidade da Ocupação. Eles eram gente, eram seres humanos. Desde então passei a sentir culpa quando via homens idosos, como o que não podia andar e carregamos na maca, até que a polícia iraquiana pudesse levá-lo. Sentia culpa toda vez que via uma mãe com suas crianças, como a que chorava histericamente, gritando que nós éramos piores do que Saddam, enquanto a obrigávamos a sair de casa. Eu sentia culpa toda vez que via uma garota jovem, como a que eu agarrei pelo braço e arrastei para a rua. Disseram-nos que lutaríamos contra terroristas. O verdadeiro terrorista era eu e o verdadeiro terrorismo é essa ocupação. O racismo no meio dos militares tem sido, durante muito tempo, uma ferramenta importante para justificar a destruição ou a ocupação de outro país. Tem sido usado há muito tempo para justificar a morte, subjugação ou tortura de outro povo. Racismo é uma arma vital usada por esse governo. É uma arma mais poderosa do que um rifle, um tanque, um bombardeiro, ou um navio de guerra. É mais destrutivo que um projétil de artilharia, um anti-bunker, ou um míssil tomahawk. Apesar do nosso país fabricar e produzir essas armas, elas são inofensivas sem pessoas dispostas a usá-las. Aqueles que nos mandam para a guerra não tem que apertar um gatilho ou lançar morteiros. Eles não precisam lutar na guerra, a função é vender a guerra. Precisam de um público que esteja de acordo em enviar soldados para o perigo. Precisam de soldados dispostos a matar e serem mortos sem questionar. Eles podem gastar milhões em uma única bomba, mas essa bomba só se torna uma arma quando divisões militares estão dispostas a seguir as ordens de usá-la. Eles podem enviar um soldado em qualquer parte da Terra, mas só haverá guerra se um soldado concordar em lutar. E a classe dominante, de bilionários que lucram com o sofrimento humano, se preocupam somente em expandir sua riqueza, em controlar a economia mundial. Compreendam que seu poder consiste apenas na habilidade de nos convencer de que a guerra, a opressão e a exploração são de nosso interesse. Eles sabem que a riqueza deles depende da habilidade de convencer a classe operária a morrer para controlar o mercado de outro país. E nos convencer a matar e a morrer, é baseado na habilidade deles que nos faz pensar que somos, de alguma forma superiores. Soldados, marinheiros, marines, aviadores, não têm nada a ganhar com essa Ocupação. A grande maioria das pessoas vivendo nos Estados Unidos não tem nada a ganhar com essa Ocupação. Na verdade, nós só não temos nada a ganhar como sofremos mais por causa disso. Nós perdemos membros e damos nossas vidas de forma traumática. Nossas famílias têm que ver caixões com bandeira descendo à terra. Milhões nesse país sem assistência médica, trabalho ou acesso à educação e nós vemos o Governo gastar 450 milhões de dólares por dia nessa ocupação.
Pessoas pobres e trabalhadoras desse país são mandadas para matar pessoas pobres e trabalhadoras de outro país, e fazer os ricos mais ricos. Sem o racismo os soldados perceberiam que têm muito mais em comum com o povo do Iraque do que com os bilionários que nos mandam para a guerra.
Eu joguei famílias para a rua no Iraque somente para chegar em casa e encontrar famílias jogadas nas ruas nesse país nessa trágica e desnecessária crise imobiliária (nos EUA). Devemos acordar e perceber que nosso verdadeiro inimigo não está em uma terra distante e não são pessoas cujos nomes não conhecemos, ou a cultura não entendemos. O inimigo é gente que conhecemos muito bem e que podemos identificar. O inimigo é um sistema que declara guerra quando é lucrativo. O inimigo é uma corporação que nos despede de nosso trabalho quando é lucrativo. É uma companhia de seguros que nos nega assistência quando é lucrativo; é o banco que nos toma nossas casas quando é lucrativo. Nosso inimigo não está a cinco mil milhas de distância, está bem aqui. “Se nos organizarmos e lutar juntos com nossos irmãos e irmãs, nós podemos parar essa guerra, nós podemos parar esse governo e nós podemos criar um mundo melhor.”

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